segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

10 motivos para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovar a criminalização da Homofobia dia 08/12/2011, às 9:00 horas

1 – O Projeto de Lei nº  122/2006  está  de acordo com o artigo 3° inciso IV e artigo 5° da Constituição Federal, que garante que  todos são iguais perante a lei sem discriminação de qualquer natureza;

2 – O Projeto de Lei está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3 – O Programa Nacional de Direitos Humanos II, no item 114, prevê a aprovação da lei antidiscriminatória por orientação sexual;

4 – O Brasil é signatário da Declaração de Compromisso sobre HIV/Aids da Assembléia Geral em HIV/Aids da ONU (UNGASS) onde estabelece como meta eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas que vivem com HIV/AIDS e grupos vulneráveis, nos quais homossexuais se incluem. 

5 – Estudos mostram que dentre as minorias, os homossexuais são os mais discriminados, Estatísticas mostram que no Brasil nos últimos anos cerca de 3.500   homossexuais foram violentamente assassinados, caracterizando crime de ódio; 70% da comunidade LGBT já foram discriminados em algum momento na vida por ser LGHT, e 20% já sofreram violência física.

6 – 112 cidades brasileiras têm sua lei antidiscriminatória, dentre as capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Natal, Fortaleza; Das cidades paranaenses: Foz do Iguaçu e Londrina. Também cerca de 08 (oito) Estados já aprovaram sua lei antidiscriminatória: São Paulo, Ceará, Alagoas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais; (lista abaixo)

7  – O relatório Kinsey aponta que 10% da população mundial são homossexuais. Para o Ministério da Saúde, os homossexuais masculinos representam 5,9% da população brasileira;

8 – 62 Países  já  aprovaram  legislação nacional criminalizando a discriminação por orientação sexual e/ou identidade de gênero (  lista  anexa e  abaixo )

9 – A aprovação do PLC 122 não resultará na perseguição de nenhum religioso que respeitar a comunidade LGBT.

10 – Já há leis no Brasil que criminalizam o racismo, a violência contra a mulher, discriminação contra índios, pessoas com deficiência, entre outras. A comunidade LGBT não é protegida por nenhuma lei federal específica.

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Por um Estado plenamente laico

Contra PEC 99/2011, precisamos de 5000 assinaturas

PEC99, projeto de emenda à Constituição do deputado João Campos (PSDB/GO), pretende discriminar minorias de crença ao dar o privilégio de propor ações de constitucionalidade ou inconstitucionalidade a associações religiosas. Muitas crenças no Brasil são descentralizadas e não têm interesse em serem reconhecidas pelo Estado na forma de associação. As circunstâncias em que esta proposta se dá denunciam as intenções do deputado e os assinantes da proposta: impor sua versão de cristianismo particular a todos os cidadãos brasileiros, negando direitos que esta vertente quer negar a parte da população. É um assalto ao artigo 19 da Constituição. Se os correligionários de João Campos respeitam a Constituição, por que pretendem mudá-la para interferir na estrutura de poder? Nós, irmãos na discordância, felizes de compartilhar um Estado laico, que não subvenciona nem atrapalha religiões, dizemos não.

sábado, 26 de novembro de 2011

Homo com H - Pelo respeito à diversidade

Meu amigo Angelo Miguel e sua equipe de faculdade fez uma reportagem intitulada "Homo com H - Pelo respeito a diversidade" e eu sou um dos entrevistados.

Seguem os links para vocês ouvirem pelo Sound Cloud:

Parte 1 - http://soundcloud.com/angelomiguel/homo-com-h-pelo-respeito
Parte 2 - http://soundcloud.com/angelomiguel/homo-com-h-pelo-respeito-1

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Adele - Someone like you


Sei que não ando acompanhando os lançamentos e as notícias, mas às vezes é bom deixar a poeira baixar e daí comentar. Dando continuidade a essa "estratégia", estou postando o novo clipe da Adele, Someone like you. E só posso dizer uma coisa: Linda!!!

Ela é linda e o clipe é de uma simplicidade, mas emociona muito. Sabe quando você está mal, na fossa e daí coloca aquela música deprê para chorar? Se eu estivesse mal, eu escolheria essa música para afogar as mágoas e iria chorar só de ver a cara triste da Adele.

Todo em preto e branco, o clipe foi gravado quase todo em uma tomada enquanto ela caminha pelas ruas de Paris. Imagine, caminhar nas ruas de umas das cidades mais românticas do mundo, sem o seu amor, sabendo que ele já está bem, com um novo amor e, pior, está casado. Não é para chorar mesmo?

"Às vezes o amor dura,
Mas, às vezes, fere em vez disso, yeah"

Vamos nos informar!!!

O post de hoje é uma seleção de 3 artigos publicados na revista Carta Capital. Vale a pena a leitura na íntegra desses artigos e a reflexão sobre os temas levantados.

  • O primeiro tem um título muito bom 'Não saiam do armário' e é do articulista Matheus Pichonelli. Nesse artigo Pichonelli faz uma compilação das pérolas  do vereador paulistano Carlos Apolinário. Veja um trecho:
Carlos Apolinário é uma espécie de Harvey Milk às avessas. Ao contrário do político americano, que nos anos 1970 instigou a comunidade gay de São Francisco a assumir a homossexualidade como parte de um processo de afirmação (e sobrevivência), o vereador paulistano, eleito pelo DEM, acredita que a aceitação, nos novos tempos, passa pelo caminho inverso: “Se o cara não quiser sair do armário, deixa ele no armário, pô. Hoje em dia a pessoa vai para a televisão e só falta dizer: ‘não basta ser gay, tem que participar’”. (www.cartacapital.com.br/politica/nao-saiam-do-armario/)

  • O segundo artigo também é Pichonelli com o título ‘Nada contra, mas…’. A reflexão é muito boa. Traz vários elementos do primeiro artigo, acrescentando comentários que sempre ouvimos das pessoas. Ainda vou postar algo no mesmo sentido desse artigo aqui no blog. Segue um trecho:
Existem várias maneiras de se esconder o preconceito num discurso aparentemente amigável às minorias no Brasil. Uma delas é quando a discussão, no bar, nas escolas ou nos fóruns eletrônicos da internet tem início com uma espécie de vacina contra uma possível blitz politicamente correta: “não tenho nada contra essas pessoas, mas…” (www.cartacapital.com.br/politica/os-perigos-do-nada-contra-mas/)

  • Por último, a indicação é de um artigo de Jean Wyllys, com o título "O começo de uma teocracia no Brasil?". Este artigo merece de fato a nossa atenção pelo fato das tentativas do deputado João Campos de viabilização da PEC n° 99 de 2011, chamada por Wyllys de 'PEC da Teocracia'. Fora isso há uma ótima explicação sobre estado laico. Segue um trecho:
Qual seria o sentido em se admitir “associações religiosas” entre os legitimados a darem início ao processo de “controle concentrado de constitucionalidade” se a finalidade institucional das entidades confessionais não é promover a supremacia da Constituição, mas, sim, desenvolver a fé em seus adeptos? Ora, se o Estado é laico – como o é o brasileiro desde 1980 – questões de cunho moral e místico não podem ser parâmetro nem para a elaboração das normas nem para o seu controle. Valores espirituais não podem ser impostos normativamente ao conjunto da população, nem de forma afirmativa nem por via reflexa do controle, sob pena de violar a laicidade do Estado. (www.cartacapital.com.br/sociedade/o-comeco-de-uma-teocracia-no-brasil/)

Nossas lutas como homossexuais devem ser pautadas na informação. De nada adianta sair praticamente pelado na rua no dia da parada ou poder dar uns amassos na avenida em plena luz do dia e não saber o que está acontecendo no mundo da política. Temos que brigar por representatividade nas câmaras, no Senado. A busca pelos nossos direitos deve acontecer todos os dias.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Para ficar mais fácil, tem que desenhar...


Este vídeo que eu postei é bacana, pois traz argumentos baseados em estudos científicos. Só não gosto do vídeo 100%, porque os personagens são muito caricatos, principalmente a lésbica. Foi só uma escolha para deixar clara a orientação sexual dos personagens ou é esteriótipo criado pela sociedade e que acabou influenciando o traço do autor do vídeo?

Para a sociedade é muito difícil aceitar que o cara gostosão, fortão e que as mulheres se derretem seja gay, ainda mais que ele seja passivo. E a mulher extremamente feminina, que gosta de ir ao cabelereiro e de se cuidar é impossível que seja lésbica, ainda mais a ativa. Para muitos, ser gay é ser a passiva, a afeminada, a bicha (não é por acaso que o artigo está no feminino). Os trabalhos se limitam ao salão de cabeleireiro ou a trabalhar com enfermagem. Não é diferente para as lésbicas! Elas só podem ser descuidadas, gostar de carros e parecer muito com homem. Falando no parecer, se você fala que é passivo, corre grande risco das pessoas acharem que você na verdade quer ser mulher.

Ser gay também é uma ameaça para todos os relacionamentos, pois, ao que parece, temos o poder de levar qualquer homem para cama. Certa vez uma amiga minha estava comigo e precisa ligar para o marido, mas estava sem créditos e ela usou o meu celular. Em outro dia, eu iria sair com essa amiga e o marido dela precisava falar com ela, mas não conseguia, então ele ligou para mim e quando eu fui dar o recado ela ficou meio que desconfiando de mim. Querendo saber como o marido dela tinha o meu telefone. Até eu fazer o remember da história.... Não foi nada trágico, mas foi meio contrangedor.

Enfim, existem várias maneiras de nos expressarmos na sociedade. Existem gays e lésbicas de todas as formas. Isso não exclusividade nossa, não. Também há vários tipos de héteros e é assim que a sociedade funciona há muito tempo!!! O problema geral é tentar colocar as coisas em caixinhas pré-determinadas e rotular as pessoas. Todos somos múltiplos, não precisamos nos por limitações.

domingo, 20 de novembro de 2011

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Entrevista

Foi publicado meu perfil no site "Entre Homens" na seção intitulada "Papo Aberto". Segue o link:

http://homensquentes.zip.net/arch2011-11-01_2011-11-30.html#2011_11-16_20_54_20-166899335-26

Lá eu conto um pouco de mim e das minhas preferências. Lendo, vi que fui um pouco sucinto, hehe.

O site "Entre Homens" está com uma das indicações do blog e gostaria de elogiar o trabalho dos meninos. São várias as pessoas que já publicam seus perfis, que conferem as indicações de livros, de filmes, assim como as notícias do mundinho.

Fora isso, eles publicam fotos de homens! Muitos homens, mas tudo no maior requinte. São fotos de muito bom gosto e eles escondem o PINTO dos meninos (às vezes é bom ficar só na vontade).

Vejam o meu perfil lá no site e aproveitem tudo que tem lá também.

Revista Trip – Até quando?

Estava mexendo no meu Twitter (@willrev) e acabei de ler uma matéria indicada no Twitter do Deputado Jean Wyllys (@jeanwyllys_real).

Essa reportagem é da Revista Trip é da edição 204 que traz dois surfistas se beijando. O texto é de Lia Hama e fala sobre a frequência dos assassinatos de homossexuais. Vejam abaixo a chamada da reportagem e, em seguida, o link para a reportagem completa. Fica a indicação pela abordagem chocante que eles fizeram sobre esse assunto que temos que debater todos os dias até que a homofobia vire crime.

"A cada 36 horas um homossexual é assassinado em crimes relacionados à homofobia no Brasil. Foram pelo menos 260 homicídios de gays, travestis e lésbicas no ano passado. Apesar dos inegáveis avanços que ocorreram nas últimas décadas – como a decisão histórica do STF de reconhecer a união estável entre pessoas do mesmo sexo –, ainda há um longo caminho a percorrer em direção a uma sociedade que, de fato, respeite a diversidade sexual. Trip conversou com líderes do movimento LGBT, terapeutas e políticos. Eles concordam que o próximo passo é a aprovação do projeto de lei que criminaliza os atos de homofobia"

http://revistatrip.uol.com.br/revista/204/reportagens/ate-quando.html

Rumour Has It / Someone Like You (Glee Cast Version)


Glee + Adele = Amo ainda mais esse seriado e cada vez gosto mais de Adele!

No seriado já tivemos uma versão repaginada de 'Rolling in the Deep' (dueto de Rachel e Jesse). Depois veio a versão de Gwyneth Paltrow (professora Holly Holliday) para 'Turning Tables'. No entanto a mais bafônica de Adele é no sexto episódio da terceira temporada com mash up de 'Rumour Has It' com 'Someone Like You'.

Essa versão traz as lindas vozes de Mercedes e Santana. Sem desmerecer Mercedes, adoro a presença de palco que a Santana tem. Ela passa uma energia e uma confiança no que está fazendo. A grande revelação dela foi cantando 'Valerie' na segunda temporada.

Enfim, eu sou mega fã de Glee. Com essas versões, então, não tem como deixar de assistir.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Glee – First Time

O quinto episódio da terceira temporada de Glee que trata sobre a perda da virgindade foi duramente criticado por setores da sociedade americana. No episódio, os casais Finn/Rachel e Blaine/Kurt têm suas primeiras vezes.

Assisti ao episódio tão comentado e achei que o tema foi tratado de maneira tão bonita e especial. Ao contrário das críticas, que mencionam que a série estaria incentivando adolescentes a fazerem sexo, acredito que o episódio prestou um serviço à sociedade, ao tratar do tema que povoa a cabeça de todos os adolescentes. Fico pensando no que seria "melhor": deixar o telespectador sem essa evolução na série, como se eles transassem e ninguém tem nada com isso, ou apresentar uma versão para a primeira vez de forma trágica, tentando convencer as pessoas a não fazerem sexo?

Ryan Murphy, criador da série, fez uma abordagem sincera do tema, sem mistificar o tema, tratando-o de forma natural. Como é uma série da qual muitos adolescentes são fãs, ele apresentou as primeiras vezes dos casais para demonstrar a evolução dos relacionamentos. Com isso, foi apresentado dois casais que realmente se amam e que fizeram sexo com a certeza do que estavam fazendo, sem pressão de amigos ou para estarem na moda.

O episódio tratou do tema, sem deixar ninguém traumatizado – a guria transa e engravida ou pega doença, sei lá. Como falei, o amor foi tratado em primeiro plano, o sexo apareceu como uma evolução dos relacionamentos. Porém, em qualquer sociedade é mais fácil ser hipócritas e acreditar que ninguém faz sexo e condenar quem pensa em fazer do que ter uma conversa franca com seus filhos e amigos.

Quem me dera ter vivido a minha primeira vez de forma tão bonita como a do Kurt e a do Blaine. Quem me dera só eu ter tido uma experiência ruim. Primeira vez, geralmente não é a melhor experiência para ninguém. Porém no mundo gay pode ser ainda pior. Quantas pessoas eu conheço que perderam a virgindade no banheiro da balada ou em qualquer canto escuro sem mal conhecer a pessoa com estavam mantendo relações?

O que é melhor, tratar do tema de maneira natural ou fingir que ninguém faz sexo?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Nanini

Esse mundo é muito estranho mesmo! Acho que nós gays não vamos cansar de falar: O que as pessoas têm com a nossa vida sexual?". Todos fazem sexo, mas o nosso deve ser muito mais atraente, porque todos se importam com quem estamos fazendo.
Brincadeirinhas a parte, estou escrevendo este post para falar das matérias sobre a "saída do armário" do Marco Nanini. Pras desinformadas, vamos recapitular. Há alguns dias, Nanini, em entrevista à revista Bravo, falando de relacionamentos, disse: "Moro sozinho no Rio de Janeiro, em uma casa, com três cachorros. Às vezes, pintam umas namoradas, uns namorados... Namoradas, não. Namorados... Mas, se não pintam, sem problemas. Já vivi o que necessitava viver nesse seara".

Bacana, o Nanini comentando a sua vida pessoal e tal. Sabemos agora que ele se relaciona com homens. Pronto! Voltando a cuidar cada um da sua vida. Not! Vamos especular sobre o assunto, dizer que ele saiu do armário, fazer lista das pessoas que saíram, pedir opinião de especialistas e tudo mais.
Numa das numerosas reportagens que saíram sobre o assunto, li um comentário ótimo, dizendo que as pessoas preocupadas com a orientação sexual dos outros deveriam buscar ajuda psicológica, porque é uma preocupação. Eu acredito nisso também.

Mas o mais bafo dessa história, foi uma outra declaração que o Nanini deu em resposta ao furdunço todo: "Eu nunca entrei no armário para poder sair dele. Muito menos num closet. Nada mudou na minha vida depois disso. Aliás, nem antes e nem depois. O que eu falei está ali, dito, escrito e registrado. Não quero ficar especulando mais sobre esse assunto". ADORO!!!

Sem brinks novamente, achei positiva a atitude dele comentar assim numa boa, tentando deixar as coisas de forma natural. Porém a imprensa se comporta igual mãe de gay: enquanto você não conta para ela, tudo bem. Ela sabe que você é, mas como você nunca disse, é como se você fosse hétero. Mas a partir do momento que você conta, prepare-se, pois sua vida nunca mais será a mesma.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Billy Elliot


O trailer do filme Billy Elliot (2000) vem como indicação para todos aqueles que têm um sonho e que precisam assumir sua verdadeira essência. Mas também serve de mote para trazer mais um relato meu. Antes de começar, vamos à sinopse do filme:

O longa conta a história de um garoto de família humilde, que faz aula de boxe, mas acaba se deparando com a dança. Escondido de seu pai, Billy diz frequentar as aulas de boxe, mas vai para as aulas de Ballet. Ele se relaciona com a dança de modo a enfrentar seu pai, com o apoio de sua professora. O filme quebra um tabu sobre a orientação sexual de bailarinos. Billy consegue fazer com que o pai o apoie e o ajude a alcançar o seu desejo (ser bailarino). Passados alguns anos, Billy faz um espetáculo e o pai e o irmão vão vê-lo. Este é o filme de estreia do diretor Stephen Daldry.

Este filme foi indicação do meu marido, pois faz umas três semanas que eu comecei a fazer aulas de Jazz (será que eu deveria fazer Ballet???). Eu adorei o filme, mesmo achando o roteiro um pouco fraco, explorando o conflito dos pernosagens de forma muito superficial. Porém, eu me reconheci muito com a história do Billy. Senta que lá vem história! (Se você não sabe de qual programa é essa frase, é porque você é uma bichinha bem novinha).

Quando eu tinha uns doze anos, meu pai me colocou em aulas de karatê. Eu até fiquei empolgado, mas sabia que aquilo lá não era para mim. Fiquei uns dois anos treinando e apanhando, mas foi uma fase, né? (até beijei uma menina na academia!). Essa foi uma fase em que eu estava me descobrindo, então trocar de roupa no vestiário sempre era interessante para mim.

Mais de dez anos depois, em um momento de reflexão (já tive vários momentos desses na minha vida), decidi que iria fazer algo de que realmente eu gostasse, que me agradasse e que não fosse obrigação. Sempre quis fazer algo do meio das artes. Pensei em três alternativas:
  1. Teatro: não acredito ter uma postura de ator. Meu perfil é muito mais de bastidores, de produção;
  2. Cantar: tenho uma voz grossa e meio rouca. Se eu fosse lésbica, me lançaria na MPB e faria sucesso, mas não é o caso.
  3. Dançar: algo que eu sempre gostei. Quando eu era criança, o grupo "É o Tchan" estava muito em alta. Eu e minha irmã arrasávamos nas festinhas. Depois que eu me tornei adolescente, as meninas se matavam para dançar comigo nos bailinhos. Como o Ballet é MUITO difícil, decidi experimentar o Jazz e me apaixonei. Tenho algumas dificuldades, quanto ao meu alongamento. Mas, no geral, estou indo bem.
Enfim, essa história toda é para contar do meu momento. Antes eu estaria encanado por ser um dos únicos meninos da companhia inteira ou pelos olhares das menininhas novinhas, parecendo me julgar e tal. Fora isso, teria que aguentar as pessoas que sabem que eu estou dançando. Porém, estou em um momento em que eu realmente sou responsável sobre a minha vida, para o bem e para o mal.

Como eu me assumi há muito tempo, já encaro essas situações com maior tranquilidade. Faço piada antes que alguém a faça e dou muita risada de mim mesmo.

Para finalizar, assistam ao filme. Não é dos melhores, mas vale a pena pelos momentos de dança (praticamente uma Sessão da Tarde).

domingo, 23 de outubro de 2011

Heterofobia! Oi?

Esses dias recebi pelo mailing do site da ABGLT a seguinte notícia:

Milhares de evangélicos vão às ruas protestar contra "heterofobia"

A noite desta segunda-feira (30) foi marcada por um grande grito em favor da família brasileira. Em frente ao Palácio Rio Branco, milhares de pessoas protestaram contra as mudanças previstas na legislação através da PLC 122/2006.

O evento contou com a presença de vários lideres religiosos das igrejas locais, do Coordenador do movimento pró vida da CNBB em Brasília, Paulo Fernandes, do Deputado Federal e Presidente da Comissão parlamentar em Defesa da Vida e da Família, deputado João Campos e do cantor e também parlamentar Marcelo Aguiar.

Aproximadamente 5 mil pessoas prestigiaram este grande encontro onde o governador Tião Viana se fez presente e foi homenageado como uma das pessoas que lutam em defesa da família, recebendo das mãos do deputado federal Henrique Afonso, uma placa em madeira como forma de agradecimento.      

O governador declarou em pronunciamento que vai garantir que a sociedade seja regida por leis cristãs, que valorizam o bem de todos.

Para o deputado Henrique Afonso (PV-AC), 2º Vice presidente da Comissão parlamentar em       Defesa da Vida e da Família na Câmara Federal, este é o ponta pé inicial para um grande movimento que desperta a igreja a ir em busca daquilo que acredita ser certo.

“Este evento aqui é para mostrar no que acreditamos, não somos homofóbicos, apenas queremos ter  liberdade religiosa, e não podemos aceitar que um estatuto milenar, que algo tão sagrado, como a família possa ser desfeita de uma hora pra outra” garantiu o parlamentar.

No ultimo fim de semana, como resultado do Seminário sobre vida e família onde foram debatidos as  principais mudanças nas leis que serão votadas no Congresso Nacional, foi elaborada uma "Carta da Família Acreana"  que será enviada aos principais poderes nacionais, estaduais e municipais, pedindo a revisão da lei.

(http://www.acrenoticia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2428:governador-tiao-viana-participa-de-ato-religioso-contra-avanco-homossexual&catid=1:eventos&Itemid=59).

Eu vejo uma notícia dessas e mais tudo o que o Bolsonaro já falou e também os comentários toscos do Silas Malafaya e só posso chegar a um conceito: Homofobia é diferente de liberdade de expressão!

Não faz sentido uma pessoa ser rechaçada por uma outra pessoa, só porque o Deus dela não aprova certos comportamentos. Em nome da fé, ataques diários acontecem a homossexuais e os agressores, na maioria dos casos, ficam impunes. Fala-se o que quer, onde quiser, sem medo de punição.

Esses camaradas sempre falam que o PLC 122/2006 será uma mordaça gay (que luxo)! Realmente será uma mordaça enquanto o conteúdo das falas for altamente ofensivo, discriminatório e preconceituoso, ou seja, a liberdade de expressão é vital para a democracia, porém o respeito deve ser considerado acima de tudo.

Apenas com leis que garantam os nossos direitos é que seremos respeitados. Enquanto as pessoas não forem punidas por suas agressões, os casos de homofobia continuarão e quando nos posicionarmos seremos taxados de heterofóbicos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Eu não quero voltar sozinho", de Daniel Ribeiro

"Eu não quero voltar sozinho" é um curta de Daniel Ribeiro, diretor também de "Café com Leite" de 2007. O vídeo recebeu recentemente o prêmio de melhor filme do Festival de Cinema Gay do Reino Unido.

O enredo gira em torno de um menino de 15 anos, cego, que se apaixona pelo seu colega de classe recém-chegado em seu colégio. O vídeo traz um amor tão ingênuo, tão difícil de se ver hoje em dia, assim como a naturalidade na abordagem do tema. Vale muito a pena assisti-lo (Link no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=1Wav5KjBHbI)

Eu gosto de vídeos assim, sem serem panfletários e que tratam de questões ainda delicadas como a homossexualidade em nossa sociedade. Vejam, mesmo com toda a delicadeza do vídeo, ele não deixou ser alvo de protestos por parte de pessoas desinformadas no estado do Acre (http://acapa.virgula.uol.com.br/cultura/curta-eu-nao-quero-voltar-sozinho-e-proibido-no-acre-confundido-com-kit-antihomofobia/3/9/13819).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

15 anos sem Renato Russo


Sempre precisei de um pouco de atenção, minha sempre dizia. Procuro tanto por atenção, que criei este blog. Hoje a noite não tem luar, está frio e é dia de relembrar. Como um blog gay, não posso deixar de comentar os 15 anos da morte de Renato Russo, não só por ele se declarar gay, mas também pela importância de sua música. Acho que até a mais lesada sabe de quem eu estou falando (ou não?). Como sou um animal sentimental (mas não me apego facilmente), vou contar um pouco sobre a minha trajetória com o Renato.

Enquanto ele estava vivo, eu estava longe, longe, em outra estação. Quando ele morreu eu tinha 11 anos, não me recordo de assistir a nada sobre sua morte. Sabe quando você sabe da existência da pessoa, mas ainda é indiferente para você?

O primeiro contato significativo que eu lembro foi com uma menina da minha sala no primeiro ano. Estávamos fazendo um trabalho na escola e o tema era sobre perdas que tivemos ao longo da nossa vida. A história dessa menina era sobre a morte de Renato e que esse dia foi o mais triste da vida dela e que ela chorou muito. Dos passeios do colégio lembro sempre de ter alguém que sabia tocar violão e cantávamos "Eduardo e Mônica", "Pais e Filhos" e até "Faroeste Caboclo". Desde então comecei a perceber a importância dele para todos os jovens.Há tempos eu já deveria ter ouvido Legião Urbana seriamente, mas ainda ainda não havia chegado o meu momento de ter contato com ele!

O meu interesse realmente começou quando, na casa de um amigo, ouvi a coletânea Mais do Mesmo com os principais hits da banda. Peguei emprestado e fiz cópia do CD (não, não tinha MP3 ainda). Depois emprestei de um outro amigo As Quatro Estações (o álbum do qual eu mais gosto). A parti daí li muito sobre a banda na internet e alguns livros também (indico Conversações com Renato Russo).

O que eu acho interessante da Legião é a completa aversão a gravar videoclipes. Imagine, metade da década de 80, todos as bandas fazendo seus vídeos e a Legião com uma míngua de vídeos para assistirmos. Ahhhhhhhhhhhhhh!!!! O vídeo que eu escolhi para o post é "Strani Amore" do álbum Equilíbrio Distante.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Glee

Começou a terceira temporada de um dos seriados de maior sucesso dos últimos anos: Glee! Eu adoro este seriado. Comecei a assisti-lo na metade da primeira temporada, desde então sou um fã da série. Da terceira temporada já deu para perceber que ela está mais gay do que nunca. O personagem principal deste post é, claro, Kurt Hummel (Chris Colfer).


Kurt é um dos principais personagens da série. Ryan Murphy, principal autor da série, escreveu o papel inspirado no histórico de fracassos de Colfer. Homossexual assumido, Colfer amargou várias decepções em testes por sua voz feminina e pelo seu gosto por musicais da Broadway. Murphy escreve os papéis de acordo com a vulnerabilidade de cada um (isso fica mais claro ao assistir ao The Glee Project). Enfim, vamos fazer um remember da história de Kurt na série.

Na primeira temporada todos os personagens ainda são muito caricatos, assim também é o Kurt. Sabe aqueles viadinhos bem ligados à moda? (Adoro, queria ser igual) Então, assim é ele. Nessa temporada um dos principais dramas de Kurt é tentar impressionar o seu pai. Um dos momentos mais engraçados é quando Kurt é pego pelo seu pai, dançando "Single Ladies", montado no salto. Outro momento na verdade é um episódio inteiro em que Mercedes se apaixona por Kurt. Já de momentos emocionantes é o episódio em que ele abre o jogo com seu pai (chorei muito).  Há também o momento 'bicha má', em que ele tenta detonar Rachel, por estar seriamente atraído por Finn. Na sequência há toda uma trama para aproximar seu pai da mãe de Finn, com o objetivo de unir as famílias, ou seja, momento bicha deslumbrada, no fim ele tem sucesso em seu intento, mas daí novas situações homos x heteros começam. Este ponto da série eu acho meio chato, pois não gosto muito de deslumbramentos.


Com a segunda temporada há um avanço nos dramas dos personagens, com Kurt isso não é diferente. É nessa temporada que conhecemos Blaine Anderson (Darren Criss). Vamos repassar os melhores momentos! Kurt começa a ganhar destaque lá pelo sexto episódio (Never been kissed), quando ele começa a sofrer ataques homofóbicos diretos de Karofsky. É nesse episódio em que ele vai visitar a Dalton Academy, um internato para meninos, onde todos se respeitam. Na Dalton que ele conhece Blaine e vê uma apresentação dos Warblers, cantando "Teenage Dreams", da Kate Perry. Na sequência dos episódios há o casamento do pai de Kurt com a mãe de Finn, episódio bem emocionante. Kurt vai estudar na Dalton e fica cada vez mais próximo de Blaine (passei bons meses torcendo pelos dois). Há ainda uma dúvida de Blaine a respeito de sua sexualidade, mas alguns episódios depois, Blaine se declara para Kurt e os dois se beijam e começam a namorar (lindos!!!).

A terceira temporada começou já com Kurt e Blaine em destaque. Não vou falar muito desses episódios, pois essa é a temporada atual. Acho que o grande drama deles nessa temporada será a questão das aparências: o gay macho, que se passa muito bem por hetero e o gay feminino, objeto de ódio tanto de hetero como da própria classe (sobre esse assunto, eu quero falar em futuro post). Com certeza, essa temporada promete.


domingo, 9 de outubro de 2011

O amor gay está no ar!!!

Dia 12 de outubro é feriado! Que lindo, dia das crianças!!! Acorda Bicha, você acha que eu vou fazer um post sobre o dia das crianças ou sobre Nossa Senhora Aparecida? No way!

Enfim, no feriado, a MTV está preparando uma programação inteiramente voltada para o público gay. Pega o bloquinho da Hello Kitty e a caneta da Moranguinho e se liga nessa programação mais que especial:

Hora Extra Especial Gay – Apresentado por Jana Rosa e Didi – ao vivo
15h

Acesso Especial – Apresentado por Marimoon e Titi – ao vivo
17h

Top 10 Divas Gay - Apresentado por Didi – ao vivo
19h

Grampo MTV – Apresentado por Cazé
20h

Furo MTV – Apresentado por Dani Calabresa e Bento Ribeiro
22h

LUV MTV Gay
22h30

Todos podem ficar tranquilos, pois já verifiquei a programação dos outros canais e não vai passar nenhum filme de princesas Disney, Barbie ou comédia romântica, ok?
Para aquecimento, dá uma olhada nesse link http://mtv.uol.com.br/videos/programas/luv/o-amor-gay-esta-no-ar. É uma prévia do Luv MTV. Já estou sabendo que o programa vai ter um final babado. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Minha união estável homoafetiva

Não é retrospectiva 2011! Sim, eu e meu companheiro assinamos a nossa declaração de união estável cinco meses depois da decisão histórica do Supremo Tribunal Federal em reconhecer os direitos dos casais homossexuais (Foi no dia cinco de maio). Nesses cinco meses acompanhamos várias notícias de vários casais e eu meu marido sempre conversamos sobre quando iríamos oficializar a nossa UNIÃO.

A partir disso pensamos em mmarcar em uma data que fosse simbólica para nós, como a data que começamos a namorar. E então ficou decidido. Nesse meio tempo, eu acabei pedindo demissão no meu emprego e vou começar a trabalhar em uma nova empresa. Quando peguei a lista de documentos e vi que poderia ser entregue no lugar da certidão de nascimento, entre outros documentos, a Declaração de União Estável. Na lista não havia distinção de hetero ou homoafetividade, então resolvi arriscar!

Como sempre falo, uma das propostas do blog é a de afirmar que temos que ser gays em todos os lugares (ou seja, tive que me por à prova). Enviei um email para a funcionária do RH, perguntando se havia uma política de direitos para casais homossexuais e ela me respondeu positivamente. Ehhhh! Achei muito legal o posicionamento da empresa.

Nós oficializamos no mesmo cartório em que Toni Reis e David Harrad oficilizaram a deles, o 6º Tabelionato de Curitiba. Inclusive, gostaria de falar da naturalidade do tabelião que nos atendeu. Estava receoso de como seríamos tratados. Fora isso, as nossas "madrinhas" são um arraso. Uma é heterossexual e minha grande amiga. A outra é minha super amiga lésbica dona do blog "Ela e outras mulheres". Foi muito legal.

Outra coisa que é muito legal foi colocar a data desde de quando começamos a morar juntos e perceber que eu já dividimos nossas vindas um com o outro há quase três anos. É legal ter um documento em que os nossos direitos de casal estão reconhecidos. Ler nesse documento a expressão "entidade familiar" é muito emocionante.

Música de sexta - Rabiosa


Shakira morena? É isso mesmo!!! (Tem Shakira loira também).

Sei que esse clipe não é nenhuma novidade, mas mesmo assim resolvi postá-lo aqui no blog e falar um pouco sobre Shakira. Antes de falar dela, vamos falar um pouco sobre a música. Essa é uma daquelas que podem tocar no meio da balada, para dar uma nova animada na pista. Adoro!

A letra não é nenhuma obra-prima, mas as referências sexuais são bem fortes ("You got a lot of sex appeal"). O vídeo é bem curto, mas é muito bacana a movimentação de Shakira pelos vários ambientes de uma festa MUITO animada e cheia de gente linda (entenda aqui homens lindos).

Adoro ver Shakira hoje em dia, linda! Sim, sou do tempo do qual Shakira não era esse mulherão. As bichinhas mais novinhas vão falar: - Como assim? Em "Wherever, whenever" (2001) ela está loira e linda!

Oh viadinho novo! Eu conheci Shakira BEM antes, em meados dos anos 90. Ela era ruiva e nada atraente. Ela não chegava a ser feia, mas parecia um tanto diferente. Enfim, sempre admirei a potência da sua voz, a sensualidade dela e a vontade de dançar que eu sinto quando ouço suas músicas. Ela é tem vários sucessos e tem uma carreira brilhante. Fora isso, ela sempre está envolvida em projetos de trabalhos sociais.
  
Agora é só ir para a balada e torcer para tocar Shakira!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Rei nos apoiou

"Oi, Will?!?!!? De quem e o que você está falando? Vivemos em uma República Presidencialista e não na Monarquia."

Eu sei, eu sei. Estou falando do Rei Roberto Carlos, que fez uma declaração em entrevista ao Programa do Jô em que declara ser a favor do casamento gay. Vejam a declaração:

"Não importa a vida pessoal, nem a vida sexual, o que importa é ter caráter. Acho que devemos não só apoiar, mas ajudar para que aconteça".

E mais, ele dá essa declaração logo após falar que é um católico fervoroso! Incrível, não? Então, não que eu seja fã do Robertão, mas um apoio desses não pode passar em branco. Com essa declaração, ele não vai fazer com que as pessoas mudem de opinião, mas isso já basta para causar reflexão (em uma escala maior, aconteceu também quando Ricky Martin declarou ser homossexual).


Enfim, aproveito essa declaração para aqui mesmo fazermos uma reflexão. Eu apoio as paradas gays, apoio a inserção de homossexuais na teledramaturgia (estou atualizando um texto meu sobre este assunto para postar aqui no blog), apoio que todas as nossas ações sejam veiculadas e tal, mas eu acredito que isso deva ser parte da estratégia para alcançarmos os nossos direitos. Gostaria de deixar bem claro que não queremos aceitação das pessoas, mas sim os direitos que um casamento proporciona aos heterossexuais (fora muitos outros que nos são negados).

Esse tipo de declaração repercute na cabeça das pessoas de uma outra forma, elas ouvem e refletem, diferente de casais gays nas novelas, em que há grande rejeição por parte dos telespectadores. Quanto menos afetado o gay na novela, mais há rejeição. Pensando sobre o assunto, parece que o gay afetado é a materialização da visão preconceituosa que alguns têm de nós. Por mais espalhafatoso que seja, o gay afetado não representa uma "ameaça" à educação da família e aos bons costumes. A sexualidade latente representa uma espécie de vergonha no modo de ser. Porém novelas com casais, que vivem no modo heterossexual de ser (como se fosse apenas direito deles constituir família) representam um modo "normal" de ser, em que a sexualidade fica em segundo plano (como deveria ser).

Esperamos por novas declarações de outras personalidades. Todo apoio a nossa causa é válido!

sábado, 17 de setembro de 2011

Quer nos condenar? Então viva inteiramente conforme a Bíblia!

video

O vídeo que da início a esse post foi retirado da série "The West Wing", que no Brasil recebeu o nome "West Wing: Nos Bastidores do Poder". A série foi de enome sucesso na televisão americana, entre os anos de 1999 a 2006. Este trecho apresenta a derrubada de um dos principais argumentos contra os homossexuais: "Will, está na Bíblia que ser homossexual é pecado, veja lá em Levítico 18:22, Não te deitarás com varão, como se fosse mulher; é abominação". Já ouvi várias vezes esse "argumento".

O pior é que eu continuarei a ouvi-lo e praticamente todos os gays o ouvirão algum dia. Mas acontece que, por mais religiosas que as pessoas sejam, ninguém segue TUDO o que está na Bíblia. Como diz o Mr. Presidente na série, ninguém irá mandar matar alguém por trabalhar no sábado ou irá por à venda sua filha. a Bíblia disse isso e muito mais.

Por que fazer uso dessa passagem para nos atacar? Costumo dizer que se você quer julgar a vida de outra pessoa, primeiro você tem que olhar para você mesmo afim de não estar cometando nenhuma falta. Mas o que acontece não é que as pessoas sejam cegas em interpretar a Bíblia ao pé da letra. Na verdade, elas são loucas de espertas, fazendo as escolhas que lhe são convenientes. "Eu não sou gay, Levítico 18:22 diz que se deitar com outro homem é pecado, então isso eu tenho que pregar". Assim é fácil, né?

Abaixo, transcrevo uma resenha da Revista Superinteressante para o livro "The Year of living Biblically", do americano A. J. Jacobs. O texto traz um pouco do que Jacobs passou para seguir todos os preceitos da Bíblia.

A bíblia como ela é
Jesus respondeu, e disse-lhe: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus”.
Disse-lhe Nicodemos: “Como pode um homem nascer, sendo velho? Pode, porventura, tornar a entrar no ventre de sua mãe, e nascer”?
João, 3:3-4
Nicodemos não era burro nem ignorante. São Nicodemos, aliás, era um homem letrado, um rabino do sinédrio de Jerusalém – algo como o Supremo Tribunal da Judéia nos tempos bíblicos. Jesus falava de renascimento espiritual, mas o sábio tomou demasiado literalmente Suas palavras, como mostra o Evangelho de São João. Se até os contemporâneos de Jesus tinham problemas com tantas parábolas, metáforas e alegorias, imagine o que não ocorre às pessoas do século 21, desacostumadas ao estilo empolado em que os livros da Bíblia foram escritos, milhares de anos atrás.
Aqueles que interpretam a Bíblia ao pé da letra não apenas existem, como têm voz no gabinete presidencial dos EUA. São os fundamentalistas bíblicos. Eles crêem que o Universo foi criado em 7 dias de 24 horas e não duvidam que Matusalém tenha morrido aos 969 anos (e concebido um filho aos 187 anos). Mais: a palavra é a lei. Se os livros mandam dar o dízimo, lá se vão 10% da renda da pessoa; se os textos sagrados condenam a luxúria, é dever zelar pela castidade – a própria e a alheia.
O jornalista americano A.J. Jacobs fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, do Gênesis ao Apocalipse, que arbitram a conduta do homem comum. Decidiu que passaria um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, interpretando sozinho as escrituras. E encarnou o “fundamentalista máximo”, como ele define na introdução do livro que resultou desse projeto, The Year of Living Biblically (“O Ano em Que Vivi Biblicamente”, ainda sem previsão de lançamento no Brasil).
Jacobs, um judeu que se define como agnóstico no início do livro, dividiu sua missão da seguinte forma: apenas os 3 últimos meses seriam dedicados ao Novo Testamento, exclusivo dos cristãos; os 9 primeiros abordariam o Velho Testamento, que cobre um período histórico muito mais extenso e também é adotado pelo judaísmo. Muitos dos ditames dos livros mais antigos já são observados pelos judeus de correntes ortodoxas.
No decorrer do tal ano bíblico, Jacobs foi se metamorfoseando numa espécie de Moisés a perambular pelas ruas de Nova York. Parou de aparar a barba (Levítico, 19:27), usou azeite como condicionador capilar e passou a vestir uma túnica branca (Eclesiastes, 9:8). Ainda no quesito ves­tuário, livrou-se das peças cujo tecido misturava lã e linho, pois a lei sagrada proíbe tal combinação (Levítico, 19:19). Jacobs esperava ser o único americano do século 21 a cumprir tal norma, mas encontrou um inspetor religioso especializado em examinar as roupas alheias ao microscópio, para detectar as fibras proibidas.
Julie, a mulher de A.J., não ficou lá muito contente com o novo visual do marido, mas foi outra regra bíblica que balançou a casa dos Jacobs: a proibição de tocar mulheres durante o período menstrual (Levítico, 15:19). Da porta para fora, tudo era uma maravilha para Julie. Ele não encostaria em nenhuma outra mulher, sequer apertaria sua mão, já que não poderia saber se ela estava ou não naqueles dias – exceção feita para uma colega da redação da revista Esquire, que lhe enviou as datas por e-mail. Dentro de casa, porém, a coisa ficou feia. A regra é clara e diz que a impureza da mulher menstruada se transmite para onde ela repousar o traseiro. Para contagiar o marido com sua irritação, Julie passou a sentar em todas as cadeiras do apartamento. Nosso herói não teve outra saída senão comprar um banquinho portátil que, quando dobrado, vira um cajado. Nada mais bíblico.
A esta altura, você já deve ter notado que uma boa parte das citações deste texto tem origem no Levítico. Esse é o livro que descreve o episódio em que Deus chama Moisés para o topo do monte Sinai e lhe dita os 10 mandamentos. Mas a coisa não acabou aí: Moisés passou 40 dias escutando as leis que o Senhor tinha a passar para o povo de Israel. Algumas diziam respeito à alimentação. Porco não pode (11:7). Coelho não pode (11:5). Escargot não pode (11:30). Camarão não pode (11:12), independentemente do tamanho – por acreditar que existam crustáceos microscópicos na água encanada de Nova York, alguns rabinos de lá recomendam o uso exclusivo de água mineral.
Jacobs obedeceu a todas as proibições.Mas o que de fato chamou sua atenção foi um alimento permitido: insetos saltadores (Levítico, 11:22). E por que diabos (ops!) comer grilos e gafanhotos? “A única referência a esse hábito na Bíblia é a história de são João Batista, que sobreviveu à base de gafanhotos e mel”, diz Jacobs no livro. O autor, então, agiu como o santo: encomendou uma caixa de bombons de grilo e, mui biblicamente, repartiu a refeição com um relutante amigo. Nojento? Talvez, mas nada mais que isso.
Já a ordem bíblica para apedrejar adúlteros (Levítico, 20:10) induz ao crime de assassinato. O sagaz Jacobs encontrou um jeito para obedecer à lei divina sem cair nas malhas da lei mundana. “A Bíblia não especifica o tamanho das pedras”, afirma. O que ele fez, então? Encheu o bolso com pedregulhos e foi à cata de uma vítima, o que deveria ser a parte mais difícil da tarefa. Eis que um desconhecido de 70 anos ou mais agrediu verbalmente nosso aspirante a beato, perguntando por que ele “se vestia como uma bicha”. Jacobs explicou que estava lá para apedrejar adúlteros. “Eu sou um adúltero”, disse o homem – e levou uma pedrada de leve no peito. Ponto para o vingador bíblico.
Manter escravos também não pega muito bem no Ocidente do século 21, mas era prática corrente em todo o mundo na Antiguidade. O Velho Testamento, inclusive, traz instruções para espancar o servo sem causar sua morte imediata (Êxodo, 21:21) e recomenda não arrancar seu olho (Êxodo, 21:26), sob pena de ter de libertá-lo. Jacobs já havia desistido do personal escravo quando recebeu o seguinte e-mail: um universitário se oferecia como estagiário particular. “Qual é a coisa mais próxima da escravidão nos EUA?”, pergunta o autor. “Estágio não remunerado”, responde ele mesmo. “Caiu do céu.” O rapaz aceitou a condição do escritor – que exigiu chamá-lo de “escravo” –, mas o pior castigo que recebeu foi tirar algumas cópias xerox.
Para que fazer tudo isso, afinal? O apedrejamento e o escravo foram apenas brincadeiras – embora o estagiário tenha realmente caído do céu. De resto, Jacobs não se ocupou somente de costumes exóticos e bizarros para faturar com o livro (a honestidade bíblica o obrigou a dizer que esse era, sim, um dos motivos de seu projeto). Ele impôs a si mesmo uma rotina de rezas (Salmos, 105:1), de caridade (Lucas, 11:41), de respeito às tradições de seu povo e aos idosos (Levítico, 19:32). Até palavrão ele parou de falar (Efésios, 5:4).
Essa parte menos espetacular do ano bíblico de Jacobs foi justamente a mais difícil. Para reprimir a luxúria (Oséias, 4:10), o autor cobriu com fita adesiva as imagens de potencial apelo sexual de sua casa – inclusive a foto de uma mulher vestida de gueixa numa caixa de chá. Não funcionou. O método mais eficiente de resistir à tentação, segundo ele, era pensar na própria mãe (aqui temos um claro abuso do voto de honestidade do autor).
Também a cobiça (Êxodo, 20:17) foi dura de controlar. Um dia, Jacobs listou as coisas que cobiçara desde a manhã: o cachê que outro escritor cobra por palestra, um computador PDA, a paz mental do fulano da loja de Bíblias, o jardim da vizinha, George Clooney e o roteiro do filme Como Enlouquecer Seu Chefe, de Mike Judd. E isso ele escreveu às 2 horas da tarde.
O maior desafio de A.J. Jacobs, contudo, foi a fé – que, convenhamos, é um requisito e tanto para ser plenamente bíblico. O escritor do início do livro é um homem de 38 anos, com um filho de 2 anos e uma enorme vontade de aumentar a família (Gênesis, 1:22). Ele não tem fé, mas sente falta de um alicerce moral para o próprio lar e mergulha na religião, um terreno desconhecido. Nos primeiros meses, sente-se desconfortável ao rezar; perto do fim do projeto, experimenta o êxtase místico – dançando feito um rabino louco ao som de Beyoncé, na festa de 12 anos (bat mitzvah) de uma sobrinha. Mas ainda se declara agnóstico.
Aparentemente, o cara conseguiu encontrar o sentido que buscava. E uma explicação, embora nem sempre convincente, para cada uma das regras bíblicas. A enorme barba, por exemplo, serve para indicar que se trata de um homem de paz. Um guerreiro nunca a usaria, pois o inimigo se agarraria aos seus pêlos – assim lhe disse um líder religioso em Jerusalém.
Jacobs encontra sentido até no mais estapafúrdio dos mandamentos, que ordena decepar as mãos da mulher que agarrar “as vergonhas” do oponente de seu marido em uma briga (Deuteronômio, 25:11-12). Aqui, a mensagem oculta é: a mulher causou vergonha tanto ao próprio marido (que venceu a luta injustamente) quanto ao inimigo dele. A interpretação rabínica das escrituras diz que a mulher que envergonha o marido deve pagar uma multa – a mutilação é metafórica.
Se os judeus aceitam como metáfora uma ordem divina e os cristãos ignoram muito do Velho Testamento – a vinda de Cristo teria anulado a necessidade de circuncisão, entre outras coisas –, quem segue a Bíblia ao pé da letra, de cabo a rabo? “Ninguém”, conclui Jacobs, “nem os fundamentalistas”. Quem se propõe a fazer uma leitura literal da Bíblia acaba sempre escolhendo o que vai obedecer.
Testemunhas de Jeová
Não prestam serviço militar porque “todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão” (Mateus, 26:52). Não celebram o Natal ou outra data cristã, pois a Bíblia nada fala a respeito disso. Tampouco comemoram aniversários, pois as únicas menções bíblicas a eles são em festas de gente má – um faraó e um rei judeu mancomunado com os romanos. E repelem as transferências de sangue numa interpretação radical da frase bíblica “nenhum sangue comereis” (Levítico, 7:26).
Judeus messiânicos
No capítulo 19 do livro Números, há uma profecia a respeito de uma novilha vermelha, sem nenhum pêlo de outra cor, que deve ser sacrificada e cremada para a purificação espiritual de quem tocar suas cinzas. Acontece que os sacrifícios animais só podem ocorrer no templo de Jerusalém. O 2º templo de Jerusalém foi destruído pelos romanos, e a construção do 3º templo marcará a chegada do Messias. Judeus ultra-ortodoxos dos EUA tentam criar a tal novilha na esperança de que ela seja o estopim dessa era messiânica. Até agora, sem sucesso.
Domadores de cobras
Alguns pastores da Igreja de Deus no sul dos EUA brincam com cobras venenosas como uma prova de fé. Eles fazem isso porque a Bíblia afirma que os homens de fé em Cristo “pegarão nas serpentes” (Marcos, 16:18). Uma interpretação menos literal diz que as cobras são, na verdade, dificuldades e provações.

(NOGUEIRA, Marcos. A Bíblia como ela é. (Novembro/2007). Disponível em: http://super.abril.com.br/superarquivo/2007/conteudo_545664.shtml)

O DESAFIO ESTÁ LANÇADO! 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Música do fim de semana


Toda sexta, uma música será escolhida para embalar o fim de semana!!! A primeira escolha da "Música do fim de semana" é The Edge of Glory, da Lady Gaga! Como bom gay que sou, Gaga não poderia ficar de fora do meu repertório. O clipe não é lá essas coisas! Esses dias fiz algo que nunca deveria ter feito: Prestar atenção no clipe.

Sabe quando você assiste a algo e não presta muita atenção e está fazendo umas outras três coisas ao mesmo tempo? Então, assisti a esse clipe dessa forma, e uma imagem se criou na minha mente. Sem falsa modéstia, a imagem que eu tinha desse clipe, antes de prestar atenção nele era muito mais legal.

Enfim, poderia ter escolhido uma música mais nova da Gaga (parece que tem clipe novo toda a semana), mas eu levo um certo tempo para me acostumar com os clipes dela (acho que é a idade). Enfim, já deu para perceber que não sou muito fã do clipe, mas a música é muito boa. Nas últimas vezes que fui para a balada tocou um remix bafônico. Me acabei no dance floor!

Outro motivo para escolha de Lady Gaga para o dia de hoje é a incrível capacidade que ela possui como entertainer (depois de Madonna, é claro). Se você procurar no Google por The Edge of Glory Live, irá encontrar diversas apresentações, nos mais diferentes programas por todo o mundo, mas você não verá nada igual de uma para outra. Cada apresentação tem algo único, e é isso que torna Gaga uma artista singular.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Stand Up! Don't Stand for Homophobic Bullying


Propaganda irlandesa anti bullying homofóbico.

A campanha promove a amizade entre os jovens, como forma de combater o bullying homofóbico.

O preconceito nas escolas, o já mais que conhecido bullying, faz parte da vida de milhares de estudantes mundo afora. Muitas pessoas, que não estão mais na escola, dizem que foram vítimas de bullying, mas em suas épocas essa palavra não existia e elas não morreram por ser discriminadas. Dizem ainda que isso é uma frescura, e qualquer movimento em falso já é considerado bullying.

Acontece que as coisas não são tão simples assim! Cada pessoa tem sua própria maneira de encarar os acontecimentos da vida. Ser chamado de bichinha na escola, na fase da pré-adolescência, por exemplo, pode não afetar em nada o desenvolvimento de um adolescente em fase de descoberta. No entanto, para uma outra pessoa, essa ofensa pode marcar o restante do seu desenvolvimento, fazendo com que este torne-se um adulto muito mal resolvido.

Enfim, acho este vídeo de uma sensibilidade tremenda. Não há beijo na boca, não há agressão física! Há apenas um pegar na mão, sendo este o elemento de complicação e, na sequência, o de resolução do vídeo. São de propagandas assim que precisamos. Temos que "chocar" as pessoas, sendo inteligentes. São ideias geniais, assim, que trazem a reflexão.

A mensagem no final do vídeo é perfeita: "LEVANTE-SE POR SEUS AMIGOS GAYS, LÉSBICAS, BISSEXUAIS E TRANSGÊNEROS". Eu acrescentaria: "Levante-se por você!".

terça-feira, 13 de setembro de 2011

É possível converter um gay?

Calma! Não é nenhum texto denúncia de alguma religião que faz a conversão de gays e os trazem para o caminho da luz. Realmente, nada disso. A questão é a seguinte: Sabe aquele seu amigo que vive querendo te ver com uma mulher, que diz que mulher é a melhor coisa do mundo e não sabe como você consegue ficar com um barbado ao invés de pegar uma "gostosa"?


Tá certo que eu acho a Angelina Jolie gata, mas nem por isso tenho fantasias sexuais com ela. É é este o argumento mais usado para tentar nos convencer a virar a casaca. Quem já não ouviu a frase: "Will, mas olha aquela mulher ali gostosona, você não pegaria ela?".

De verdade, eu não sou gay porque não consegui pegar uma mulher gostosa. Eu nem tentei, pois sei das minhas preferências. Eu sou gay, pois me sinto atraído por homens. Simples assim!

Meu marido (sim, eu sou casado) também já ouviu de um colega de trabalho dele esse mesmo tipo de argumento. A resposta que ele deu foi de uma magnitude, que merece sempre ser lembrada: "Então, se eu te apresentar um cara bem gostoso, você fica com ele por ele ser bonito?". Óbvio que não houve tréplica.

No entanto, quando o nosso argumento é apresentado, o comentário é que nesse caso a coisa muda de figura. Como assim? A proposta é válida para mim, mas não é válida para você? É óbvio que não beesha! Pois a nossa sociedade é heteronormativa, ou seja, o "normal" é ser heterossexual.

Como eles sempre insistem com essa história toda, seguem duas sugestões de homens bonitos para ver se esses nossos amigos não querem se converter.



Versões

video

Eu adoro este vídeo, pois traz a temática do preconceito (social, racial e sexual) por uma outra visão, invertendo os papéis do "discriminador" e do "discriminado". O bacana são os clichês preconceituosos que todos nós falamos e nem nos damos conta de que estamos sendo extremamente preconceituosos.

"O NATURAL TAMBÉM É UMA ALTERAÇÃO"

(Filme de Rafael Mattos, com Leonie Gouveia, Flavia Candida e Victor Dornelles)



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Portas abertas

Cada dia que passa, a decisão de contar ou não para amigos, vizinhos, pessoal do trabalho, pai, mãe, irmãos, parentes, parentas, academia, escola, faculdade torna-se mais difícil.

Como vocês viram, a lista é grande (tem mais gente para contar, pode ter certeza!). Para quem contar primeiro? Como eu faço para abrir a porta do armário???


Antes de mais nada, vou contar a minha história. Eu já tinha mais de 20 anos (ou seja, eu realmente sabia que eu era gay). Minha mãe já vinha me perguntando e eu me esquivando. Eu estava começando a minha carreira e já tinha saído de casa (às vezes é necessário sair de casa para poder sair do armário).

A primeira pessoa que eu contei foi minha grande amiga do trabalho. Eu e ela sofremos de amor à primeira vista e viramos realmente grandes amigos (amigo gay tem que ter uma amiga, sempre!). Um dia estávamos no shopping e eu decidi contar a ela. Já estava cansado de mentiras.

Quando você conta para alguém, a primeira fase que você vai escutar é: "Eu já sabia!". Dá vontade de falar assim: "Por que você compactuou com isso até agora?". Claro que não dá para dizer isso.

Depois que eu contei para ela foi como se o arco-iris estivésse batendo no meu armário. Já estava olhando para fora, querendo ver como o mundo pode ser mais colorido.

Porém, antes de continuar a sair contando para todo mundo, decidi contar para minha família (aqui entenda-se mãe). Ao contrário de muitos gays, o meu problema não era com o meu pai (que disse a primeira frase e deu muita risada), mas sim a minha mãe. Em um ato de muita coragem, enviei um email bomba para ela, contando toda a verdade. Uma semana depois nos encontramos em um shopping (mas bicha adora um shopping, né?) e conversamos de verdade. Ela chorou, perguntou se eu tinha certeza, se não era apenas uma fase e toda aquela história de mãe (isso rende um post), e eu confirmei que não era uma fase até ela entender.

Minha mãe, como dá para perceber, é super conectada na internet e também é uma pessoa impressionante. Passado o susto inicial, ela quis saber tudo do universo gay (aqui leia-se sexo gay). Expliquei muitas coisas para ela e desde então venho a educando no dicionário cor de rosa.

Depois disso, o contar para o resto mundo foi muito mais "tranquilo".

Novo blog gay na área

Vendo a descrição do blog, parece um blog militante, que quer convencer aqueles que ainda estão dentro do armário a conhecer o mundo fora deste lugar em que muitos gays ainda se escondem e coisa tal. Não que eu não tenha essa pretensão. Porém, a ideia é apresentar vídeos interessantes sobre o nosso mundo - contra homofobia ou como é tão legal ser gay -, fazer sugestão de leituras e de sites interessantes.

As ideias para o blog são muitas! Espero que eu corresponda às minhas expectativas e que os assuntos que eu abordar por aqui sejam de utilidade para algumas pessoas. Vamos ver no que vai dar! Bem vindos ao "Por fora do armário".


Aqui o arco-íris pode ter muito mais que sete cores...