segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

10 motivos para a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovar a criminalização da Homofobia dia 08/12/2011, às 9:00 horas

1 – O Projeto de Lei nº  122/2006  está  de acordo com o artigo 3° inciso IV e artigo 5° da Constituição Federal, que garante que  todos são iguais perante a lei sem discriminação de qualquer natureza;

2 – O Projeto de Lei está de acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3 – O Programa Nacional de Direitos Humanos II, no item 114, prevê a aprovação da lei antidiscriminatória por orientação sexual;

4 – O Brasil é signatário da Declaração de Compromisso sobre HIV/Aids da Assembléia Geral em HIV/Aids da ONU (UNGASS) onde estabelece como meta eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas que vivem com HIV/AIDS e grupos vulneráveis, nos quais homossexuais se incluem. 

5 – Estudos mostram que dentre as minorias, os homossexuais são os mais discriminados, Estatísticas mostram que no Brasil nos últimos anos cerca de 3.500   homossexuais foram violentamente assassinados, caracterizando crime de ódio; 70% da comunidade LGBT já foram discriminados em algum momento na vida por ser LGHT, e 20% já sofreram violência física.

6 – 112 cidades brasileiras têm sua lei antidiscriminatória, dentre as capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Natal, Fortaleza; Das cidades paranaenses: Foz do Iguaçu e Londrina. Também cerca de 08 (oito) Estados já aprovaram sua lei antidiscriminatória: São Paulo, Ceará, Alagoas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais; (lista abaixo)

7  – O relatório Kinsey aponta que 10% da população mundial são homossexuais. Para o Ministério da Saúde, os homossexuais masculinos representam 5,9% da população brasileira;

8 – 62 Países  já  aprovaram  legislação nacional criminalizando a discriminação por orientação sexual e/ou identidade de gênero (  lista  anexa e  abaixo )

9 – A aprovação do PLC 122 não resultará na perseguição de nenhum religioso que respeitar a comunidade LGBT.

10 – Já há leis no Brasil que criminalizam o racismo, a violência contra a mulher, discriminação contra índios, pessoas com deficiência, entre outras. A comunidade LGBT não é protegida por nenhuma lei federal específica.

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

domingo, 27 de novembro de 2011

Por um Estado plenamente laico

Contra PEC 99/2011, precisamos de 5000 assinaturas

PEC99, projeto de emenda à Constituição do deputado João Campos (PSDB/GO), pretende discriminar minorias de crença ao dar o privilégio de propor ações de constitucionalidade ou inconstitucionalidade a associações religiosas. Muitas crenças no Brasil são descentralizadas e não têm interesse em serem reconhecidas pelo Estado na forma de associação. As circunstâncias em que esta proposta se dá denunciam as intenções do deputado e os assinantes da proposta: impor sua versão de cristianismo particular a todos os cidadãos brasileiros, negando direitos que esta vertente quer negar a parte da população. É um assalto ao artigo 19 da Constituição. Se os correligionários de João Campos respeitam a Constituição, por que pretendem mudá-la para interferir na estrutura de poder? Nós, irmãos na discordância, felizes de compartilhar um Estado laico, que não subvenciona nem atrapalha religiões, dizemos não.

sábado, 26 de novembro de 2011

Homo com H - Pelo respeito à diversidade

Meu amigo Angelo Miguel e sua equipe de faculdade fez uma reportagem intitulada "Homo com H - Pelo respeito a diversidade" e eu sou um dos entrevistados.

Seguem os links para vocês ouvirem pelo Sound Cloud:

Parte 1 - http://soundcloud.com/angelomiguel/homo-com-h-pelo-respeito
Parte 2 - http://soundcloud.com/angelomiguel/homo-com-h-pelo-respeito-1

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Adele - Someone like you


Sei que não ando acompanhando os lançamentos e as notícias, mas às vezes é bom deixar a poeira baixar e daí comentar. Dando continuidade a essa "estratégia", estou postando o novo clipe da Adele, Someone like you. E só posso dizer uma coisa: Linda!!!

Ela é linda e o clipe é de uma simplicidade, mas emociona muito. Sabe quando você está mal, na fossa e daí coloca aquela música deprê para chorar? Se eu estivesse mal, eu escolheria essa música para afogar as mágoas e iria chorar só de ver a cara triste da Adele.

Todo em preto e branco, o clipe foi gravado quase todo em uma tomada enquanto ela caminha pelas ruas de Paris. Imagine, caminhar nas ruas de umas das cidades mais românticas do mundo, sem o seu amor, sabendo que ele já está bem, com um novo amor e, pior, está casado. Não é para chorar mesmo?

"Às vezes o amor dura,
Mas, às vezes, fere em vez disso, yeah"

Vamos nos informar!!!

O post de hoje é uma seleção de 3 artigos publicados na revista Carta Capital. Vale a pena a leitura na íntegra desses artigos e a reflexão sobre os temas levantados.

  • O primeiro tem um título muito bom 'Não saiam do armário' e é do articulista Matheus Pichonelli. Nesse artigo Pichonelli faz uma compilação das pérolas  do vereador paulistano Carlos Apolinário. Veja um trecho:
Carlos Apolinário é uma espécie de Harvey Milk às avessas. Ao contrário do político americano, que nos anos 1970 instigou a comunidade gay de São Francisco a assumir a homossexualidade como parte de um processo de afirmação (e sobrevivência), o vereador paulistano, eleito pelo DEM, acredita que a aceitação, nos novos tempos, passa pelo caminho inverso: “Se o cara não quiser sair do armário, deixa ele no armário, pô. Hoje em dia a pessoa vai para a televisão e só falta dizer: ‘não basta ser gay, tem que participar’”. (www.cartacapital.com.br/politica/nao-saiam-do-armario/)

  • O segundo artigo também é Pichonelli com o título ‘Nada contra, mas…’. A reflexão é muito boa. Traz vários elementos do primeiro artigo, acrescentando comentários que sempre ouvimos das pessoas. Ainda vou postar algo no mesmo sentido desse artigo aqui no blog. Segue um trecho:
Existem várias maneiras de se esconder o preconceito num discurso aparentemente amigável às minorias no Brasil. Uma delas é quando a discussão, no bar, nas escolas ou nos fóruns eletrônicos da internet tem início com uma espécie de vacina contra uma possível blitz politicamente correta: “não tenho nada contra essas pessoas, mas…” (www.cartacapital.com.br/politica/os-perigos-do-nada-contra-mas/)

  • Por último, a indicação é de um artigo de Jean Wyllys, com o título "O começo de uma teocracia no Brasil?". Este artigo merece de fato a nossa atenção pelo fato das tentativas do deputado João Campos de viabilização da PEC n° 99 de 2011, chamada por Wyllys de 'PEC da Teocracia'. Fora isso há uma ótima explicação sobre estado laico. Segue um trecho:
Qual seria o sentido em se admitir “associações religiosas” entre os legitimados a darem início ao processo de “controle concentrado de constitucionalidade” se a finalidade institucional das entidades confessionais não é promover a supremacia da Constituição, mas, sim, desenvolver a fé em seus adeptos? Ora, se o Estado é laico – como o é o brasileiro desde 1980 – questões de cunho moral e místico não podem ser parâmetro nem para a elaboração das normas nem para o seu controle. Valores espirituais não podem ser impostos normativamente ao conjunto da população, nem de forma afirmativa nem por via reflexa do controle, sob pena de violar a laicidade do Estado. (www.cartacapital.com.br/sociedade/o-comeco-de-uma-teocracia-no-brasil/)

Nossas lutas como homossexuais devem ser pautadas na informação. De nada adianta sair praticamente pelado na rua no dia da parada ou poder dar uns amassos na avenida em plena luz do dia e não saber o que está acontecendo no mundo da política. Temos que brigar por representatividade nas câmaras, no Senado. A busca pelos nossos direitos deve acontecer todos os dias.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Para ficar mais fácil, tem que desenhar...


Este vídeo que eu postei é bacana, pois traz argumentos baseados em estudos científicos. Só não gosto do vídeo 100%, porque os personagens são muito caricatos, principalmente a lésbica. Foi só uma escolha para deixar clara a orientação sexual dos personagens ou é esteriótipo criado pela sociedade e que acabou influenciando o traço do autor do vídeo?

Para a sociedade é muito difícil aceitar que o cara gostosão, fortão e que as mulheres se derretem seja gay, ainda mais que ele seja passivo. E a mulher extremamente feminina, que gosta de ir ao cabelereiro e de se cuidar é impossível que seja lésbica, ainda mais a ativa. Para muitos, ser gay é ser a passiva, a afeminada, a bicha (não é por acaso que o artigo está no feminino). Os trabalhos se limitam ao salão de cabeleireiro ou a trabalhar com enfermagem. Não é diferente para as lésbicas! Elas só podem ser descuidadas, gostar de carros e parecer muito com homem. Falando no parecer, se você fala que é passivo, corre grande risco das pessoas acharem que você na verdade quer ser mulher.

Ser gay também é uma ameaça para todos os relacionamentos, pois, ao que parece, temos o poder de levar qualquer homem para cama. Certa vez uma amiga minha estava comigo e precisa ligar para o marido, mas estava sem créditos e ela usou o meu celular. Em outro dia, eu iria sair com essa amiga e o marido dela precisava falar com ela, mas não conseguia, então ele ligou para mim e quando eu fui dar o recado ela ficou meio que desconfiando de mim. Querendo saber como o marido dela tinha o meu telefone. Até eu fazer o remember da história.... Não foi nada trágico, mas foi meio contrangedor.

Enfim, existem várias maneiras de nos expressarmos na sociedade. Existem gays e lésbicas de todas as formas. Isso não exclusividade nossa, não. Também há vários tipos de héteros e é assim que a sociedade funciona há muito tempo!!! O problema geral é tentar colocar as coisas em caixinhas pré-determinadas e rotular as pessoas. Todos somos múltiplos, não precisamos nos por limitações.

domingo, 20 de novembro de 2011